Histórias para serem lembradas

Foto: Gilmar de Souza/Agencia RBS

Querida Alice,

Quando eu era pequena, um pouco mais velha que você, ficava admirada com a quantidade de brincadeiras e brinquedos que existiam.
Brincávamos de polícia-ladrão, passa-anel, queimada, com todos os desafios que tínhamos que superar e que ajudavam muito no nosso desenvolvimento.

Mesmo muito séria e comportada, tinha dia que nem mesmo eu conseguia me segurar. Quem pode resistir a uma tarde toda de esconde-esconde, quando escolhíamos os lugares mais inusitados para ficarmos em silêncio, quietinhos, misteriosos, só ouvindo as vozes das outras crianças nos procurando? Ou mesmo a tantas histórias de ‘família’ que criávamos inocentemente. Filhas e mamães improvisando com nossas bonecas e mamadeiras, tão criativas?

Alice, você sabe como são as crianças, sem limites quando o assunto são brincadeiras e invenções. Foi por isso que fundei A Matinée. Cada festa que fazemos é uma alegria, um mundo novo que surge, com todas as emoções e mistérios a serem desvendados, com festas personalizadas. Confesso que não consigo pensar em outra coisa. Levanto e vou dormir pensando nas festas e no que as crianças vão encontrar quando chegarem. Você sabe como são as crianças, sempre a procura de surpresas.

A Matinée foi feita pensando em você. Para tentar transformar um pouco este mundo em que vivemos e que me parece, muitas vezes, tão estranho. Uma sociedade onde os meios de comunicação de massa tentam nos impor uma cultura de consumo, que investem para que as crianças cresçam antes da hora e deixem de lado a capacidade de sonhar e tornarem-se consumidores de uma falsa cultura.

Não, Alice, no que depender de mim e da A Matinée, este tipo de atitude não vai prevalecer. Porque buscamos, hoje e sempre, um mundo em que não tenhamos medo de sermos crianças, independente da idade. Mães, pais, avós, tias, tios, madrinhas e padrinhos envolvidos nessa magia tão arrebatadora que é o ato de se divertir, brincar e rir de nós mesmos. É disso que estamos falando. É disso que nos lembraremos. E é isso que vai se transformar em histórias. (Ana Gamba)

Foto: Gilmar de Souza/Agencia RBS

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